Depois de registrar uma onda de seqüestros nos anos de 2006 e 2007 - o que obrigou a Polícia Civil a criar uma unidade especial para tratar exclusivamente deste tipo de crime - e de uma seqüência de ataques a carros-fortes em 2008, o Ceará entra em 2009 com a volta dos assaltos contra agências bancárias.E o alvo principal da investida das quadrilhas são os bancos das cidades do Interior. No ano passado, foram sete casos em 12 meses.Em apenas dois meses deste ano, o número já igualou 2008. Foram sete casos, uma média de um banco assaltado ou furtado à cada oito dias. Destes, apenas um ocorreu na Capital. Os demais ocorreram no Interior, precisamente nas cidades de Jaguaruana, Palhano, Icó, Quixadá, Novo Oriente e, por último, em Cruz.SeqüestroUma das ações mais ousadas ocorreu na semana passada, em plena Sexta-Feira de Carnaval, quando uma quadrilha - fortemente armada - chegou à cidade de Novo Oriente (a 397Km de Fortaleza) e seqüestrou dois funcionários (gerente e subgerente) do Banco do Brasil, além da esposa e o filho de um deles.Com os reféns nas mãos, o bando armado seguiu para a agência, fez os funcionários abrirem a tesouraria, mas o sistema de alarme disparou. Foi o suficiente para que o plano criminoso fosse abortado e os reféns libertados pelos bandidos nos arredores da cidade.Em outro ataque com bastante planejamento e mobilidade, outra quadrilha conseguiu furtar cerca de R$ 800 mil da agência de Quixadá, no Sertão Central (a 158Km de Fortaleza), agindo nos mesmos moldes dos ladrões que, em agosto de 2005, furtaram a bagatela de R$ 164,6 milhões do Banco Central (BC), nesta Capital.Em Quixadá, os ladrões utilizaram a rede de esgotos da cidade como túnel para chegar à casa forte do BB. Até agora, a Polícia trabalha na tentativa de identificar e prender os ladrões. Como agravante do fato, dois dias depois da descoberta das escavações, outro crime foi registrado na mesma cidade: o roubo de um carregamento de, aproximadamente, 200 quilos de dinamite.São explosivos que, na opinião do titular da Delegacia de Roubos e Furtos do Ceará (DRF), delegado Wílder Brito Sobreira, poderão ser utilizados para destruir a muralha de algum presídio, penitenciária ou casa de custódia do Ceará onde estejam recolhidos bandidos de alta periculosidade, como seqüestradores, traficantes, latrocidas ou assaltantes de bancos e carros-fortes.A ação audaciosa em Quixadá revelou para as autoridades policiais o nível de organização que as quadrilhas estão atingindo na hora de planejar suas ações delituosas. Os bandidos chegaram àquela cidade no começo do ano e alugaram um imóvel (um lava-jato) para servir ao mesmo tempo de base de suas ações como para iniciar, a partir dali, as escavações de dois pequenos túneis que deram acesso ao piso da casa forte da agência bancária.Da mesma forma que aconteceu em 2005, no BC, eles estudaram, previamente, a geografia do lugar, as condições de segurança da agência e agiram sem dar nenhuma pista do que estavam fazendo ali.fonte:Diario do Nordeste
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